Política
PS acusa Chega de "embuste e engano" no apoio às famílias
O líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, acusou o Chega de apresentar medidas, para apoiar as famílias portuguesas, que não podem ter aplicação em 2026 e frisa que se trata de um “embuste e engano”.
“Quando apresenta dois projetos-lei que sabe que não pode ter aplicação em 2026, liberta as mãos do governo “ até dezembro, explicou numa conferência de imprensa na sede do PS em Lisboa, em causa estão propostas para descer o IVA dos combustíveis e o cabaz alimentar.
Eurico Brilhante Dias defendeu que essas medidas não podem esperar porque "os portugueses não vão aguentar até janeiro" e argumentou que os projetos de resolução que o PS tem apresentado com recomendações ao Governo "são a eficácia possível dos partidos da oposição" para o ano orçamental em curso.
O líder parlamentar do PS frisa ainda que a proposta apresentada pelo Chega, “não terá eficácia em 2026, como não terá a sua votação final global, quanto mais a sua promulgação, antes que seja conhecida a proposta de lei do Orçamento do Estado”.
“Um embuste, um absoluto embuste. Um engano, porque é evidente que estes projetos-lei são serão discutidos em toda a sua profundidade na especialidade”.
“Trata-se, mais uma vez, de dar um ponto de fuga ao governo. Assim foi com a moção de censura, assim foi com o alegado assalto ao gabinete do Chega. Enquanto o PS pensava nas pessoas. Pensava no custo de vida e como é possível suportar”, acrescentou.
O socialista recordou ainda que “o custo de vida está a atingir máximos nos últimos três anos”, no entanto, “o Chega foi sempre dando um ponto de fuga para que o governo não assumisse as suas responsabilidades”.
Eurico Brilhante Dias afirma ainda que o governo deve “ajudar, já hoje, os portugueses nos combustíveis, no cabaz alimentar. Quando as famílias portuguesas passam muitas dificuldades”.
O líder parlamentar do PS não quis anunciar, para já, como é o seu partido vai votar os projetos de lei do Chega, no dia 24 de setembro, e não excluiu a possibilidade de, em sede orçamental, vir a aprovar alterações ao IVA dos combustíveis e bens alimentares para 2027 - se até lá o Governo PSD/CDS-PP nada fizer nesta matéria.
PS e Chega têm trocado acusações sobre quem tem tido as iniciativas preponderantes para reduzir temporariamente o IVA dos combustíveis de 23% para 13% e aplicar IVA zero ao cabaz de bens alimentares essenciais, no atual contexto de aumento de preços. O Chega inviabilizou projetos de resolução do PS com recomendações ao Governo, e o PS inviabilizou projetos de lei do Chega.